Diabetes gestacional: entenda o diagnóstico, os fatores de risco e a importância do acompanhamento
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A gestação é um período que exige atenção especial à saúde da mulher. Entre as condições que merecem acompanhamento está o diabetes mellitus gestacional (DMG), a forma mais comum de hiperglicemia durante a gestação.
De acordo com a Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes 2026, o diabetes gestacional é definido como uma intolerância aos carboidratos que se inicia durante a gestação e não preenche os critérios de diabetes fora da gestação.
Embora seja uma condição frequente, o diagnóstico e o tratamento adequados são fundamentais para reduzir riscos para a mãe e o bebê.
O que é diabetes gestacional?
Durante a gravidez, o organismo passa por diversas alterações hormonais. Alguns hormônios produzidos pela placenta podem aumentar a resistência à ação da insulina, fazendo com que o corpo precise produzir mais insulina para manter a glicose no sangue em níveis adequados.
Quando essa compensação não é suficiente, ocorre o aumento da glicose, caracterizando o diabetes gestacional.
É importante destacar que o DMG pode ocorrer mesmo em mulheres que nunca tiveram diabetes e que, muitas vezes, não apresenta sintomas evidentes. Por isso, o rastreamento durante o pré-natal é essencial.
Como é feito o rastreamento do diabetes gestacional?
A Diretriz 2026 recomenda que, na primeira consulta do pré-natal, seja solicitada a glicemia plasmática de jejum. O objetivo é identificar tanto casos de diabetes diagnosticado na gestação quanto casos de diabetes gestacional precoce.
A hemoglobina glicada (HbA1c) também pode ser considerada nessa primeira avaliação.
Para as gestantes que não apresentam diabetes prévio, entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, deve ser realizado o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75 g.
O diagnóstico deve ser realizado e interpretado por profissionais de saúde, considerando os exames e o contexto clínico da gestante.
Quais são os fatores de risco?
O diabetes gestacional pode ocorrer em qualquer gravidez, mas alguns fatores estão associados a um risco maior, entre eles:
- Idade materna avançada;
- Sobrepeso ou obesidade;
- História familiar de diabetes em parentes de primeiro grau;
- Síndrome dos ovários policísticos;
- Hipertensão arterial;
- Resistência à insulina;
- Ganho excessivo de peso durante a gestação;
- Histórico de diabetes gestacional em gestações anteriores;
Ter um fator de risco não significa que a gestante necessariamente desenvolverá diabetes gestacional. Por isso, o acompanhamento pré-natal continua sendo importante para todas as mulheres.
Importância do tratamento
Após o diagnóstico, o acompanhamento deve ser iniciado o quanto antes, com foco no controle adequado da glicemia e na adoção de hábitos de vida saudáveis. Quando necessário, o tratamento pode incluir o uso de insulina ou medicamentos, sempre de acordo com a avaliação e a orientação da equipe de saúde.
Manter a glicemia dentro das metas recomendadas durante a gestação é importante para reduzir o risco de complicações para a mãe e o bebê.
Com orientação adequada e tratamento individualizado, é possível promover mais segurança para a gestante e contribuir para uma gestação saudável.
Informação e acompanhamento fazem parte de uma gestação saudável
O diabetes gestacional é uma condição que pode ser identificada e acompanhada durante o pré-natal. Por isso, manter as consultas e realizar os exames indicados pela equipe de saúde são atitudes fundamentais.
A SiBionics reforça a importância de informação, prevenção e acompanhamento profissional durante todas as fases da gestação.
Em caso de dúvidas sobre exames, alimentação, níveis de glicose ou tratamento, converse com o profissional de saúde responsável pelo seu pré-natal.
Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretriz SBD 2026 – Rastreamento e diagnóstico da hiperglicemia na gestação. Disponível em: https://diretriz.diabetes.org.br/rastreamento-e-diagnostico-da-hiperglicemia-na-gestacao/